Consumo Consciente

Consultoria de estilo e a Fashion Revolution Week

Consultoria de estilo e a Fashion Revolution Week

Essa semana acontece a Fashion Revolution Week em mais de 70 países, e apesar de eu ter falado mais sobre o Fashion Revolution Day no ano passado (nesse texto aqui), é importante falar de novo e sempre desse movimento que nasceu em 2014 e tem tentado mudar a forma como se produz e se consome moda, e da relação entre a consultoria de estilo e a Fashion Revolution Week.

Fashion Revolution Day

Amanhã, dia 24 de abril de 2018, vai fazer 5 anos do acidente em Bangladesh, que matou mais de 1.200 trabalhadores e feriu outros 2.500 no desabamento do edifício Rana Plaza.

Nesse edifício funcionavam (de forma irregular) várias fábricas de roupas, que para manterem os seus preços baixos e a sua margem de lucro (á custa de uma mão de obra baratíssima), ignoraram as rachaduras no prédio, e continuaram produzindo peças para o mundo todo, até que o prédio desabou e aconteceu a maior tragédia da indústria da moda. Você pode saber mais sobre esse assunto assistindo ao documentário “The True Cost” (o verdadeiro custo) no Netflix ou no Youtube.

Como não foi a primeira tragédia da indústria da moda (e nem a última), Carry Somers e Orsola de Castro criaram o movimento Fashion Revolution (Revolução da Moda) para sensibilizar a sociedade e os agentes da indústria textil quanto ao verdadeiro custo de seus processos, com o primeiro Fashion Revolution Day (Dia da Revolução da Moda) no dia 24 de abril de 2014, um ano depois do desabamento do edifício Rana Plaza.

Você pode saber mais, acompanhar o movimento e participar através da Hashtag #WhoMadeYourClothes (#QuemFezSuasRoupas) no Twitter e no Instagram. No ano passado eu participei (e a marca nunca mais se posicionou, depois de responder no Instagram).

A consultoria de estilo e a Fashion Revolution Week

Agora que eu expliquei um pouco sobre o que é o Fashion Revolution Day, é importante dizer que todos nós somos engrenagens desse processo e podemos mudar a indústria da moda, e o meu papel aqui e na consultoria de estilo é informar às minhas leitoras e clientes sobre o processo de produção das roupas, e dar ferramentas para que cada uma de vocês comece a se questionar: Quem fez minha roupa? Houve trabalho escravo nesse processo? Quanto custou essa peça para o fabricante? Os seus funcionários recebem salários dignos e trabalham em boas condições? Qual o material dessa peça? De onde essa peça veio?

(Foto tirada no provador, no dia de personal shopper com uma cliente)

Eu sei que muitas dessas perguntas são difíceis de ter a resposta, mas é por isso mesmo que o movimento existe: Para que essas informações sejam mais transparentes, evitando que um novo acidente como o de Bangladesh aconteça novamente.

Durante essa semana, todos os dias eu vou postar lá no meu instagram (me segue aqui) algumas informações importantes que você precisa saber na hora de comprar as suas roupas, o que observar na etiqueta (já falei sobre isso aqui) e dar dicas de atitudes sustentáveis que você pode tomar quando o assunto é moda (também já falei sobre esse assunto aqui).

Também vale a pena citar dois grandes benefícios da consultoria de estilo, que são:

  • A economia: A consultoria de estilo faz a cliente perceber que tem peças com mais potencial do que ela imaginava dentro do guarda-roupas, e que ela não precisa de mais peças, e sim saber olhar para cada peça de outra forma.
  • Fazer as peças durarem: Ao ensinar a comprar roupas com um tecido que dure mais e como fazer a manutenção de cada peça, as roupas duram mais, o que aumenta a economia (evita novas compras pra substituir as peças mal conservadas) e diminui o ritmo de produção das marcas, que diminui o impacto no meio ambiente.

Viu como a sua atitude importa? Viu como consultoria de estilo não é algo fútil e que muito menos a ver com consumismo do que muita gente pensa? Viu como a gente tem muito o que aprender e a fazer para ter o mundo que a gente quer para os nossos filhos e netos?

Eu vou fazer a minha parte nessa revolução, produzindo conteúdos como esse aqui no site e nas minhas redes sociais (Instagram e Facebook) e ensinando às minhas clientes a consumir moda de uma forma diferente, de marcas que pensam diferente, e você também pode fazer a sua! Vamos?

 

 

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